A história da indústria vitivinícola brasileira começou em 1875, quando os imigrantes italianos assentaram-se no estado do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil. Herdeiros de uma longa tradição no cultivo da uva e fabricação de vinho, ela logo se tornou uma atividade de grande importância econômica na área – até 1884, mais de 8 milhões de litros haviam sido produzidos na região. |
A cadeia de produção de uvas e vinho cresceu e impulsionou o desenvolvimento da área que os imigrantes haviam colonizado. De 1964 em diante, houve um salto significante na qualidade da indústria com o estabelecimento de empresas multinacionais nesta região do Brasil. Na década de 70, a indústria vitivinícola começou a se expandir na região perto da fronteira com o Uruguai e no nordeste semi-árido, mais especificamente no Vale do Rio São Francisco, entre os estados de Pernambuco e Bahia.
Na metade da década de 80, pequenos produtores de uva começaram a investir na melhoria da qualidade da produção de seu próprio vinho. Para isto, entre outras ações, eles enviaram seus filhos para fazer cursos de enologia. Quando eles retornaram, estavam aptos a fazer um produto de qualidade.
No final da década de 90, os horizontes se expandiram com o surgimento de outras regiões como opções para a ampliação do cultivo da uva e fabricação de vinho. Em 1998, foi criado o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), reunindo as principais entidades da cadeira produtiva de uva e vinho, e se tornando o fórum para discussões relacionadas à indústria.
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